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CATEGORIA BANCÁRIA: CN APROVA PAUTA DE REINVINDICAÇÕES 2024

Categoria Bancária: Conferência Nacional aprova pauta de reivindicações 2024, com 5% de aumento real 

A 26ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro aprovou no domingo, 9 de junho, a pauta de reivindicações da Campanha Nacional de 2024, que terá como principais eixos: aumento real de salário de 5% e ampliação de direitos; fim do assédio e dos instrumentos que adoecem a categoria na cobrança de metas; defesa dos empregos diante dos impactos dos avanços tecnológicos no trabalho bancário.

Por Fetec CUT/Centro Norte

Outras bandeiras centrais da Campanha de 2024 aprovada pela Conferência são as seguintes:

  • Representação de todos os trabalhadores do ramo financeiro.
  • Redução da taxa de juros para induzir o crescimento econômico e a geração de emprego e renda.
  • Reforma tributária: tributar os super-ricos e ampliar a isenção do IR na PLR.
  • Fortalecimento das entidades sindicais e da negociação coletiva.
  • Ampliação da sindicalização.
  • Fortalecimento do debate sobre a importância das eleições de 2024 para a classe trabalhadora na defesa de seus direitos e da democracia, buscando eleger candidatos e candidatas que tenham compromisso com essa pauta.

Participaram da 26ª Conferência Nacional, que começou na sexta-feira, 7 de junho, em São Paulo, 632 delegados e delegadas de todo o país, de bancos públicos e privados, dos quais 78 representando as bases sindicais da Federação dos Bancários do Centro-Norte (Fetec-CUT).

“Após um longo processo de diálogo e mobilização, construímos na 26ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro a minuta de reivindicações da categoria bancária.

Agora, os próximos passos são iniciar as negociações com a Fenaban e potencializar nossa atuação, nas ruas e nas redes, para preparar as bancárias e os bancários para o movimento grevista, se for necessário”, afirma Rodrigo Britto, presidente da Fetec-CUT/CN.

 “TODAS ESSAS LUTAS NOS CONECTAM”

“Os debates que realizamos aqui nesses três dias de conferência sintetizaram as propostas trazidas desde nossas bases pela Consulta Nacional e conferências regionais e estaduais, que foram realizadas em todo país e se somam às resoluções dos congressos e encontros específicos de trabalhadores de cada banco”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.

 “Faremos uma campanha que dialoga com os anseios da categoria e que nos levará, mais uma vez, à manutenção dos direitos garantidos em nossa CCT, a novas conquistas e ao aumento real, além de avanços nas pautas que são de toda a sociedade, como a redução da desigualdade social e econômica”, disse Juvandia. “Todas essas lutas nos conectam! E vamos juntos reconstruir o país que valoriza a classe trabalhadora e a população mais carente de nosso país”, concluiu. 

A minuta foi aprovada em assembleias realizadas por sindicatos de todo o país no dia 13 de junho, exceto nas bases dos sindicatos que aprovaram o referendo da minuta pela conferência nacional. Após a aprovação, a minuta será entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), para que se dê início às negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2024. 

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, ressaltou que a categoria bancária é referência para as demais. “Neste ano, faremos uma grande campanha que, além de garantir nossos direitos e novas conquistas, será também um potente movimento por uma sociedade mais justa, inclusiva, no qual as pessoas e o sejam as prioridades. Vamos juntos, a conquista está em nossas mãos”, disse.

IMAGEM NOTICIA 3
Foto: Kely Martins

Fonte: FETEC-CUT/CENTRO NORTE

FETEC-CUT/CN - Fetec-CUT/CN inicia hoje em Brasília Conferência Regional  dos Bancários

O que é a FETEC-CUT/CN

A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte – FETEC-CUT/CN, foi fundada em 19 de janeiro de 1990 e ratificada por um congresso interestadual da categoria, em março de 1991, em Cuiabá-MT.
 
Ela representa todos os bancários dos Estados de Mato Grosso, Rondônia, Acre, Roraima, Distrito Federal, Pará, Amapá, da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno – RIDE e das cidades de Rondonópolis(MT) e Região Sul, de Dourados(MS) e Região, Barra do Garças(MT) e Região e de Campo Grande (MS) e Região.

Os bancários de Brasília-DF aprovaram a filiação de seu sindicato em assembleia realizada em 24 de março de 1.993 e os de Campo Grande-MS e Região no dia 17 de Novembro de 2011.

Até a criação da FETEC-CUT/CN, os bancários desses Estados eram representados pela Federação do Estado de São Paulo, com sede em São Paulo(SP), e pela Federação dos Bancários do Norte-Nordeste, com sede em Fortaleza (CE). A enorme distância geográfica da sede, o desconhecimento das necessidades dos Bancários da região CENTRO-NORTE aliado a ausência de representatividade nas estruturas de deliberação dessas respectivas federações, provocaram um distanciamento político-sindical entre os sindicatos e uma insatisfação quanto ao encaminhamento das Campanhas Salariais, dentre outras questões. Estas, por sua vez, se lembravam dos bancários apenas por ocasião de repasse de recursos.

A FETEC-CUT/CN nasceu, em oposição a essa situação. Nasceu dizendo NÃO à exploração dos Bancários. E com a legitimidade conferida pela combatividade de seus idealizadores, veio para respaldar a ação dos sindicatos, dando-lhes a atenção e orientação devida, buscando fazê-los entidades fortes, democráticas, mobilizadas e determinadas na luta pela organização e interesses econômicos, políticos e sociais da categoria.

Mas não apenas isso. A FETEC-CUT/CN, diferente das federações tradicionais, teve sua direção eleita em um congresso com ampla participação da base, aprovado sua filiação ao DIEESE e à CUT. Dessa forma, já nasceu compromissada com a implantação de um nova estrutura sindical no pais. Uma estrutura que favoreça o surgimento e a consolidação de entidades sindicais democrática, combativas, autônomas, pluralistas e de massa, voltadas para a construção da unidade da classe trabalhadora, na construção de uma sociedade justa e igualitária.

COMO ATUA 

A estrutura sindical oficial vigente foi implantada no país há mais de quarenta anos. Tem concepção cooperativista e claramente inspirada no projeto fascista para a sociedade. Trata-se de uma estrutura retrógrada, antidemocrática e baseada no princípio do colaboracionismo. A sua completa ineficácia permite a existência de entidades sindicais inoperantes ditas “pelegas”, cujas ações estão voltadas apenas para a prática do assistencialismo, como se os trabalhadores devessem trocar salários dignos e condições de trabalho por migalhas assistências.

A sustentação financeira dessa estrutura, que sempre se caracterizou pela falta de liberdade, é feita através da cobrança do Imposto Sindical e do pagamento de taxas, as mais variadas, a que os trabalhadores estão obrigados a recolher, e impossibilitados de questionar, seja a sua cobrança seja aplicação dos recursos deles oriundos. Organizada de cima para baixo, essa estrutura sempre teve nas confederações os mecanismos de apoio mais eficiente para bloquear a ação e a mobilização da classe trabalhadora na luta por seus direitos.

A resposta para tantos e tais obstáculos à livre organização dos trabalhadores veio de forma contundente com a criação da CUT- Central Única dos Trabalhadores que, paralela a estrutura oficial, começou a contrair uma nova estrutura sindical, em oposição ao sindicalismo corporativo e de conciliação, que tantos prejuízos políticos e financeiros tem trazidos aos trabalhadores.

A partir dessa concepção e proposta, nasceram também as confederações e federações cutistas, enquanto representante dos sindicatos filiados, cujo perfil é a mais perfeita tradução da luta pelo atendimento das reivindicações dos trabalhadores.

A atuação de uma federação cutista enquanto representante dos sindicatos filiados, pode ser resumida numa atuação de combatividade, de oposição sistemática ao peleguismo, contra a colaboração de classes e contra a troca de salário, condições de trabalho e dignidade por migalhas assistências.

Nessa mesma linha de atuação, a FETEC/CUT-CN que já era filiada a CUT, filiou-se também a Confederação Nacional dos Bancários da CUT – CNB/CUT (atualmente Contraf-CUT), em assembleia relizada em 28.11.92. Atualmente é parte integrante da estrutura vertical da CUT (Ramo dos Trabalhadores do Sistema Financeiro). A CUT é a maior central sindical da América Latina e está entre as maiores centrais sindicais do mundo. Na categoria bancária representa mais de 80% dos trabalhadores do sistema financeiro.

 

 

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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