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Frida Kahlo: “Eu te céu”

Frida Kahlo: “Eu te céu”
 
Pode inventar-se verbos? 
Quero dizer-te um: Eu te céu.
Assim as minhas asas estendem-se, enormes, para amar-te sem medida…
 
Frida Kahlo
 
9 curiosidades incríveis sobre Frida Kahlo para conhecer melhor a artista
 
Frida Kahlo quase dispensa apresentações. Uma das personalidades mexicanas mais famosas atualmente, a pintora, escritora e ativista carimba o imaginário de todo o mundo com suas cores, expressão forte e história de vida impressionante.
 
Neste artigo contamos a sua história por vídeo e ainda colocamos várias curiosidades e frases para você ficar por dentro de TUDO que envolve a artista.

Confere só:

E as curiosidades mais incríveis sobre a vida de Frida Kahlo:

1. Ela alterou seu próprio nome

Magdalena Carmen Frida Kahlo Calderón é o nome completo de Frida. Durante muito tempo, seu nome foi escrito à moda alemã (influência do pai), “Frieda”. Mas com a ascensão do nazismo na Alemanha, a artista fez questão de abandonar o “e” na escrita. Estão aí os primeiros sinais de uma personalidade forte e política celebrada até hoje pelos admiradores.

2. Pintou a si mesma 55 vezes

E não era por narcisismo, não. O avô paterno de Frida, Jakob Heinrich Kahlo, comercializava suprimentos fotográficos, e o avô materno, Antônio Calderón, exerceu durante certo período o ofício de fotógrafo. Tudo indica que a inclinação para fotografia passou ao pai de Frida, e depois refletiu nos autorretratos da artista.
Seu primeiro autorretrato, intitulado “Autorretrato com vestido de veludo”, foi pintado em 1926 como presente para Alejandro Gómez Arias, ex-namorado que a tinha deixado. Na época, ela passava muito tempo deitada por causa do acidente que sofreu e pintava a si mesma com a ajuda de um espelho dado de presente pela mãe.

Eu pinto autorretratos

 
Eu pinto autorretratos porque estou muitas vezes sozinha, e porque eu sou a pessoa que eu conheço melhor.”

3. Frida passou por mais de 30 operações na vida

Um dos fatos que mudou radicalmente a vida da artista foi o acidente de ônibus que sofreu quando tinha 18 anos de idade. O resultado da tragédia foi uma fratura tripla da coluna vertebral, fratura da clavícula, fratura da terceira e quarta costelas, luxação do ombro esquerdo, tripla fratura da bacia, perfuração do abdômen e da vagina, 11 fraturas da perna direita e deslocamento do pé esquerdo.
Debilitada e literalmente quebrada, como retrata em sua bela obra “A Coluna Partida” (1944), foi aí que a artista mexicana começou suas pinturas, uma forma de se distrair da sua condição acamada no pós-acidente. As sequelas acompanharam Frida por toda a vida e a artista foi operada mais de 30 vezes para corrigir problemas causados pelo triste episódio.

Eu não estou doente

 
“Eu não estou doente… Eu estou despedaçada… Mas me sinto feliz por estar viva enquanto eu puder pintar.”

4. É a artista latino-americana que teve o quadro mais caro vendido em leilão

Em 2016 Frida bateu o seu próprio recorde, que antes era do quadro “Raízes” (1943), vendido em 2006 por $ 5.616,000 dólares (mais de 18 milhões de reais).
Em um leilão ocorrido em Nova York, a artista arrecadou $ 8.005,000 dólares pela sua pintura “Dois nus na Floresta (A Própria Terra)”, que foi pintado em 1939. Com o feito, Frida tornou-se a artista latino americana melhor avaliada em leilões em toda a história.

5. Apaixonou-se pelo seu esposo quando tinha apenas 15 anos

A relação de Frida Kahlo com Diego Rivera é tema de várias de suas obras e fato indispensável em sua biografia. Eles se casaram quando ela tinha 22 anos e ele 43. Mas o que poucas pessoas sabem é que, desde os 15 anos de idade, quando o muralista frequentava a escola de Frida como artista convidado, ela o observava de perto e chegou a dizer às amigas que um dia se casaria com ele.

Houve dois otimos acidentes na minha vida. Frida Kahlo

 
“Houve dois ótimos acidentes na minha vida. Um foi o do ônibus e o outro foi Diego. Diego é, de longe, o pior.”

6. Foi uma revolucionária nata

O pai de Frida Kahlo refere-se a ela, já quando criança, como sendo a mais inteligente e agitada de suas filhas. Na escola, quando adolescente, Frida organizava e liderava pequenas revoluções contra professores que não considerava bons e criticava com frequência os moldes de educação da Escola Nacional Preparatória, uma das mais renomadas instituições de ensino do México.
A artista era bissexual, ativista pelo direito dos trabalhadores através do Partido Comunista Mexicano e sempre imprimiu em suas obras e falas uma resistência às tentativas de opressão do povo mexicano.
Apesar de estar envolvida com personalidades por conta da sua posição como artista e também pelo casamento com Diego Rivera, já muito famoso na época, Frida afirma em seus escritos que não gosta nada da high Society, que para ela é uma “burguesia alienada e vazia”.
A alta sociedade daqui deixa-me muito desanimada, e sinto um pouco de raiva desses ricos daqui, já que vi milhares de pessoas na mais terrível miséria sem nada para comer e sem lugar para dormir, que é o que mais me impressionou aqui. É horrível ver esses ricos dando festas dia e noite enquanto milhares e milhares de pessoas morrem de fome. (…) os norte-americanos não têm um pingo de sensibilidade e bom gosto.”

A dor, o prazer e a morte. Frida

 
A dor, o prazer e a morte não são mais do que um processo de existência. A luta revolucionária neste processo é uma porta aberta à inteligência.

7. Era muito orgulhosa de suas origens (mas muito mesmo!)

Embora tenha vivido em Nova York, São Francisco e Paris, Kahlo sempre foi atraída de volta à sua cidade natal, a Cidade do México. Ela usava sempre, em qualquer ocasião (até no seu casamento!) o traje tradicional mexicano, de longas saias coloridas e blusas huipil da sociedade matriarcal mexicana Tehuantepec.
Em sua biografia é relatado o espanto das crianças em suas viagens para o exterior: “onde está o circo?”. Sem se abalar, Frida andava com a cabeça erguida, sempre dona de si.
Uma das coisas mais curiosas sobre a sua paixão pelo México é que, apesar de ter nascido em 1907, Frida dizia sempre à imprensa que seu ano de nascimento era 1910, o mesmo ano da Revolução Mexicana.

8. Não só pintava, mas também foi uma escritora incrível

Embora seja mais conhecida por sua expressão artística através da pintura, por volta, aproximadamente, dos seus 36 anos, Frida Kahlo começou a escrever seu diário. Foram dez anos de produção escrita composta de cartas, anotações, lembranças e memórias que resultaram na publicação de seu Diário Íntimo.

Eu sou aquele humano desajeitado. Frida

“Eu sou aquele humano desajeitado, amando, amando, amando. E amando. E nunca mais saindo.”

9. Só tornou-se famosa mundialmente após a morte

Hoje quando se fala em México é quase impossível não lembrar de Frida Kahlo. Mas a verdade é que apenas depois de sua morte, em 1954 (ela tinha apenas 47 anos), é que a artista tornou mundialmente famosa com os seus quadros e escritos.
Enquanto estava viva, Frida era mais conhecida como “esposa de Diego Rivera”. Hoje, enfim, ela é protagonista de sua própria história e reconhecida como uma das artistas visuais e personagem histórica mais celebrada das últimas décadas.

A razão porque se necessita imaginar ou inventar heróis

“A razão por que se necessita inventar ou imaginar heróis e deuses é o puro medo. Medo da vida e medo da morte.
Fonte: Pensador


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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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