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#VazaJato não tem provas de corrupção contra Lulinha

#VazaJato não tem provas de corrupção contra Lulinha

Lava Jato não tem provas de corrupção contra Lulinha, admite procurador

“Temos que aguardar o resultado das buscas, amadurecer esta investigação neste aspecto”, afirma Roberson Pozzobon à Globo, que publicou um texto de análise sobre a operação contra o filho de Lula no qual diz que, “até aqui, ainda não há documento que comprove a tese”
 
247 – Assim como nas investigações e acusações feitas contra o ex-presidente Lula, a força-tarefa da Lava Jato também não tem provas contra o filho do petista, Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e alvo de uma fase da operação deflagrada nesta terça-feira 10.
“Temos que aguardar o resultado das buscas, amadurecer esta investigação neste aspecto”, comentou o procurador Roberson Pozzobon, o mesmo que ficou conhecido por dizer, durante a apresentação do Power Point de Deltan Dallagnol, na acusação do triplex, que a força-tarefa ainda não tinha provas, mas convições de que Lula comandava um grande esquema de corrupção.
“A PF e o MPF sustentam que pagamentos podem estar relacionados à ação executiva do presidente Lula que permitiu a fusão da Oi com a Brasil Telecom. Até aqui, ainda não há documento que comprove a tese”, diz a Globo, em um teste analítico sobre a operação desta quarta, assinado por Thiago Herdy. “Obter essa prova é atualmente o maior desafio da investigação”, completa.
O destaque para a falta de provas foi observada pelo Jornal GGN, do jornalista Luis Nassif, que explica o caso:
Desde segunda (10), os procuradores de Curitiba têm vendido na grande mídia – que mesmo depois do dossiê do Intercept Brasil, segue sem nenhum senso crítico em relação à Lava Jato – a narrativa de que os negócios da Oi com o grupo Gamecorp, de Lulinha e sócios, precisam ser investigados.
A força-tarefa alega que é possível que algum dinheiro pago pela Oi à empresa ligada aos Lula, Suassuna e Bittar, tenha sido usado para comprar o sítio de Atibaia.
A hipótese é tudo o que a Lava Jato tem no momento. Foi para sair do campo da imaginação que deflagraram uma operação policial ostensiva, com mais de 40 mandados de busca e apreensão, na esperança de achar alguma coisa que prove que eles estão certos.
Fonte: Brasil 247

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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