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"Os tontos como eu fazem poesia. Uma árvore, só Deus a faria."

“Os tontos como eu fazem poesia. Uma árvore, só Deus a faria.”

“Os tontos como eu fazem poesia. Uma árvore, só Deus a faria.”

“Os tontos como eu fazem poesia. Uma árvore, só Deus a faria.” – Com fé, clamamos: Meu Divino, cuida das Mongubas e Canafístulas por nós! Proteja-as da ganância e das futilidades. Envia um anjo bom para podar seus galhos e dar-lhes adubo e bom trato!

Por Iêda Vilas-Boas

Árvores da Matriz – Este assunto interessa a você?

Se não interessa, deveria. Afinal, estamos falando de uma importante questão ambiental, afetiva, política, patrimonial e histórico-social de nossa cidade. Viu como é importante? Viu quantos temas envolvidos?

Pergunto a vocês: O que temos feito pelo patrimônio ambiental, cultural, histórico e afetivo de nossa ? Por que a igeja católica de Formosa e parte da população deseja tanto derrubar as Árvores da Praça da Matriz?

Que interesses existem por detrás dessa derrubada? Quem vai lucrar com árvores no chão e praças fechadas por grades?

Essas árvores podem cair, podem ser derrubadas, mortas, destruídas … e quem é sentimento, e poesia vai chorar lágrimas doloridas pela e pelo ar rarefeito que nos cercará dali em diante. Seremos sufocados , esmoídos pelo concreto da praça. Onde está a voz do poeta que nos impingia a ocupar as praças? – “A praça é do povo, como o céu é do condor”!

Precisamos, para o nosso bem e das futuras gerações, nos comprometer com o e sua Cultura. São 14 Mongubas e 10 Canafístulas que formam um bosque urbano (as copas se encontram). Esse bosque traz sombra, ar purro, beleza e nos remete à história afetiva e patrimonial da cidade.

Essas árvores foram plantadas, pelos alunos e alunas, da década de 50, do Colégio do Planalto e do Colégio São José. Sendo que as alunas plantaram e cuidaram da metade das árvores, e os alunos plantaram a outra metade, de frente ao antigo Colégio do Planalto. Quem conduziu este plantio foi nosso saudoso líder espiritual Bispo D. Victor Tielbeck, um homem que muito fez pela comunidade formosense. Foi um religioso e cidadão íntegro e visionário, na medida em que, naquele tempo, já se preocupava em plantar árvores para embelezar e tornar a Praça da Matriz mais agradável, bonita e com sombra frondosa aos fiéis e toda nossa comunidade.

Alguns mitos foram propagados em relação à saúde das árvores e com a nítida intenção de justiricar esse sacrifício. As Árvores da Matriz não estão condenadas, nem velhas demais. As árvores estão no meio de seu ciclo vital. Tem 60 anos e podem viver de 120 a 150 anos. As raízes se aprofundam verticalmente e  não ameaçam o templo. O que elas precisam é de cuidado! É importante dizer que, dentro de um raio de 2km, no caso da indevida retirada, este perímetro terá 3oC (três graus) de acréscimo em sua temperatura. Já pensou no calor da seca sem as árvores da Praça da Matriz?

Queremos a Praça da Matriz bonita, com acesso para que os habitantes – todos – possam usufruir da praça, da sombra e do ar puro dessas árvores. Queremos todas as praças bonitas!

Lembrem-se do que fizeram, dias atrás, com as árvores da igreja Cristo Rei. Recordem também o que aconteceu com a Praça São Vicente (Praça do Pau Ferro), local em que foram coloadas grades na praça, que agora só abre para receber pessoas para a missa.

Tomemos conhecimento do que diz nossa legislação a repeito das praças: nossa Constituição Federal, em seu art. 225, diz que toda praça tem natureza jurídica de bem ambiental,  o que quer dizer que o Poder Público não tem nenhum direito sobre ela, muito menos de dispor dela como bem entender, e como bem ambiental que é, a praça sujeita-se à tutela do artificial, consubstanciada no Estatuto da Cidade (Lei no 10.257/2001).

Subentende-se que fica o município proibido de autorizar intervenções que possam alterar a qualidade ambiental, ou vedar o acesso da à praças da cidade e dos povoados de Formosa.

Considerando que, segundo o art. 3o, Inciso I, da Política Nacional de Meio Ambiente (Lei no 6.938/81) por meio ambiente entende-se o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas e que, com base nesta definição constitucional, ficam as praças constitucionalmente protegidas como meio ambiente artificial e meio ambiente cultural.

A cidade de Formosa, através de seus poderes constituídos, deve proibir a intervenção nas praças da cidade, evitando que se fira a legislação nacional vigente. Portanto, pergunto e proponho:  Vamos obedecer a Lei Maior em nossa cidade?

Queremos uma  praça moderna, com finalidade social, com crianç.as brincando, com idosos aproveitando o ocaso da vida, com jovens se reunindo em prazerosas conversas. Queremos uma praça REVITALIZADA e aberta ao público, mas queremos sobretuto AS ÁRVORES DE PÉ! Mais belo que um pé de ÁRVORE, só um pé de árvore DE PÉ!

Preservar é preciso! Não basta nos escondermos por detrás de um discurso politicamente correto. É preciso agir. Fazer mais! Convidamos a toda a comunidade formosense para lutar pela manutenção das árvoes da matriz de pé. Que essas árvores nao sejam derrubadas. Que a igreja católica de Formosa e o poder público municipal sigam o exemplo do Papa Francisco e passem a defender a natureza, o meio ambiene e as árvores.

O papa escreveu em 2015, sua Encíclica Papal com 250 páginas em próprio punho DEFENDENDO a VIDA e a NATUREZA.  Dedicou trechos especiais ao não e ao não corte de árvores. Por que a igreja católica de Formosa não segue o exemplo de seu líder maior?

Com fé, clamamos: Meu Divino, cuida das Mongubas e Canafístulas por nós! Proteja-as da ganância e das futilidades. Envia um anjo bom para podar seus galhos e dar-lhes adubo e bom trato!

Iêda Vilas-Boas -Escritora e Empresária – Presidenta da Academia de Letras e Artes do Nordeste Goiano – ALANEG. Imagens: G1

"Os tontos como eu fazem poesia. Uma árvore, só Deus a faria."

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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