PARQUE NACIONAL DO GRANDE SERTÃO VEREDAS

PARQUE NACIONAL DO GRANDE SERTÃO VEREDAS

Parque Nacional do Grande Sertão Veredas

O Parque Nacional do Grande Sertão Veredas é o maior do país com predominância do bioma Cerrado. Criado em 12 de abril de 1989, pelo Decreto nº 97.658, e regulamentado pelo Decreto nº 21/2004, preserva uma área de 230.853,4200 hectares, onde vive uma exuberante fauna de tamanduás-bandeira, veados-campeiros, lobos-guará e toda a diversidade de bichos do Cerrado.

“Sertão, – se diz –, o senhor querendo procurar, nunca não encontra. De repente, por si, quando a gente não espera, o sertão vem.” – João Guimarães Rosa

Localizado entre os estados da Bahia e de Minas Gerais, com sede no município mineiro de Chapada Gaúcha, o Parque conserva parte do chamado Chapadão Central, que divide as bacias dos rios São Francisco e Tocantins, local de belas veredas, com matas de galeria margeando os rios e a presença marcante do ipê-amarelo e de muitas, muitas palmeiras de buriti.

Administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Parque tem seu nome em homenagem ao escritor João Guimarães Rosa (1908 – 1967), que imortalizou o pensar e a vida do sertão e do sertanejo na obra-prima Grande Sertão – Veredas (Lançado pela Livraria José Olympio Editora em 1956), resultado de seus 45 dias de andanças pela região, no ano de 1951.

Esta Unidade de Conservação (UC) é de fundamental importância para o Meio Ambiente brasileiro porque preserva um dos principais ecossistemas das regiões secas do País. Nele, além das paisagens belíssimas, são encotradas uma rica diversidade de fauna e de flora. São muitas as plantas medicinais e muitos os animais de Cerrado, como o lobo-guará, o tatu-canastra e o tamanduá-bandeira.

Por essa razão, viagens turísticas devem ser previamente agendadas com a direção do Parque na Chapada Gaúcha. O Parque serve, principalmente, como espaço de pesquisa e ambiental. Mas, para quem gosta de Cerrado, de Sertão e de aventura, vale a pena insistir. O passeio pelo Grande Sertão: Veredas é umas dessas aventuras inesquecíveis na vida de qualquer pessoa.

COMO CHEGAR AO GRANDE SERTÃO (Depois da Pandemia)

De Brasília, pode-se acessar o Parque Nacional via Unaí (MG), Arinos (MG), até a Chapada Gaúcha (MG). Até a Chapada Gaúcha são 330 km.

Da Chapada até a entrada do Parque são mais 90 km de estrada de terra.

Outro caminho, saindo de Brasília, é via BR-020, passando por Formosa (GO),dobrando para Cabeceiras (GO) e seguindo para Arinos (MG), com 42 km de terra, e daí para a Chapada Gaúcha, em uma viagem de 370 km.

Saindo de Minas Gerais, o acesso é feito por Montes Claros – São Francisco – Serra das Araras – Chapada Gaúcha, com 130 km de terra, de um total de 286 km, e uso de balsa. Outro caminho mineiro é via Montes Claros – Januária – Serra das Araras – Chapada Gaúcha, com 155 km de terra, de um total de 315 km.

Pelo Nordeste, pode-se chegar ao Grande Sertão por Vitória da Conquista (BA), Montes Claros ou Bom Jesus da Lapa (BA) – Manga (MG) – Januária (MG).

ANOTE: Para a visita ao Parque, é necessário agendamento e é requerida a presença de um guia. Antes de pegar a estrada para sua mágica viagem ao Sertão sem Fim, consulte a direção do Parque ou o ICMBio: Rua Guimarães Rosa, 149 – Chapada Gaúcha | CEP: 39314-000 38 3634 1465 | 61 3103 9977

As distâncias dentro do Parque são grandes e os bancos de areia não permitem a passagem de carros pequenos. É importante providenciar um carro grande, com tração.

Não existe hospedagem no Parque. É possível hospedar-se nas cidades de Arinos (95 km) ou São Francisco (130 km).

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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