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Problemas de saúde mental são devastadores

Problemas de saúde mental são devastadores

Esse alerta vem da professora Amanda Rocha. As doenças mentais são condições de saúde que envolvem mudanças na emoção, pensamento ou comportamento (ou uma combinação delas). Estão associadas à angústia e / ou problemas de funcionamento em atividades sociais, de trabalho ou familiares. O texto que apresentamos traz também um desabafo. O peso de se relacionar com pessoas com essa doença. A dor, o desespero, a toxidade, o cansaço. 
Esgotante…. Nada, nem ninguém, nos prepara pra ir vendo como se apaga a velinha das pessoas que você mais amou em toda a sua vida.
Aqueles que te deram a vida.
Ver como seus olhinhos vão perdendo o brilho e que o seu olhar se perde, alheios a tudo o que os rodeia… Não há palavras para descrevê-lo.
Tristeza de cuidar dos nossos pais ou familiares na penosa situação de saúde mental.
Que tristeza quando aqueles que deram tudo pela família um dia te perguntam “Quem é você?”.
Ou repetem todos os dias as mesmas coisas.
Pouco a pouco vão perdendo suas faculdades até ficarem prostrados.
Problemas de saúde mental são devastadores, paralisam as pessoas e também afeta quem os rodeia.
A família pode adoecer também.
É preciso procurar ajuda!
As condições de saúde mental não são coisa de ′′fraqueza”, mas são problemas que qualquer um pode sofrer.
É necessário encontrar ou aproximar-se da cura e prevenção.
É vital adiantarmo-nos a essas doenças e bloquear o passo delas!
Lembre-se que todos seremos velhos um dia, e ninguém sabe o que acontecerá com cada um.
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Amanda Rocha é professora da SEEDF e colabora da ALANEG/RIDE –  Academia de Letras e Artes do Nordeste Goiano.

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Paulo Freire

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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