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UNIDADE RUMO À VITÓRIA

UNIDADE RUMO À VITÓRIA

Este é um ano de grandes desafios para a categoria bancária. As mudanças na legislação trabalhista de 2017 nos impõem uma realidade nas negociações coletivas que exige de todos nós, colegas do BB, uma necessidade de agir com muita unidade, solidariedade e muito companheirismo. A adoção de uma dinâmica certa nas negociações será fundamental para não permitir retrocessos e garantir o êxito de nossa campanha.

Por Eduardo Araújo

Uma questão muito importante a ser preservada é a unidade nacional da categoria para a manutenção da contratação da Convenção Coletiva, que tem, desde 2006, estabelecido o patamar de reajustes salariais para todos, independentemente do banco e de governos. Nossa organização a partir dos sindicatos, das federações e da Confederação, a Contraf-CUT, precisará, mais uma vez, ser eficaz para combater a ganância do sistema financeiro nacional.

Concomitante à negociação com a Fenaban, haverá mesa de negociação sobre as cláusulas dos acordos coletivos específicos por bancos, além de outras demandas que serão definidas nos congressos (local e nacional) próprios.  

Precisamos ser protagonistas para defender nossas pautas, seja no diálogo com os demais colegas nos locais de trabalho, para construção de uma consciência coletiva, seja na participação nos congressos ou na nossa mobilização durante as negociações. Essas são etapas decisivas na defesa de nossas conquistas e na busca de novos direitos no Acordo Coletivo de Trabalho.

Juntos somos mais fortes e juntos sairemos vitoriosos desta Campanha Nacional dos Bancários 2024.

Um forte abraço e até a vitória!

imagesEduardo Araújo de Souza – bancário do BB e presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília.

 
 
 
 
 
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revista 115

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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