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Energias do Sagrado Feminino para 2023

Energias do Sagrado Feminino para 2023

Entre africanidades e sincretismo; (e cultura) para aqueles que creem e têm fé na Estrela: 2023 vem certeiro com suas necessárias energias. Vemos a estrela de um Novo Ano brilhar, imbuídos de latente energia do Sagrado feminino. Aqui está um pouco da mística que existe para esse ano que entra.

Por Reinaldo Bueno Filho

Trazendo a força que nutre nossas muitas felicidades. A energia poderosa do Sagrado Feminino é regente maior desse novo ano. Da Lua vemos emanar a sutileza dessa energia desde já, abrangendo Iemanjá e Oxum, chegando até a  Ísis e outras muitas outras deusas que arquetipicamente formam a existência da ideia do Sagrado Feminino. Isso quer dizer muito: para nós, é um ano em que vamos ser nutridos, vamos poder nos sentirmos completos, cheios; felizes. Precisamos escolher um caminho e, como dizem: “Pé na estrada” desse caminho.

Esse ano entra já com fortes ares de mudança (em especial pela feliz troca de governos). E nele a energia do Sagrado Feminino está latente: ela simboliza aquilo que permeia a Terra, a natureza e faz, poeticamente, a vida ser vivida. Permite e possibilita a vida e o bem-viver. Vem para acalentar, cuidar, nutrir, de todos os lados de culturas e crenças. Embora, com toda certeza, toda Mater também sabe bem, pelos caminhos da vida, corrigir um filho e dar alguns caminhos e, nos fechados, para que aprenda – sempre – uma lição.

Quão bela é a energia feminina, não mesmo? Até quando precisa ser dura, é pela dureza da correção. Lembro-me fácil de vozes maternas de todos os lados: “melhor que aprenda em casa que no mundo”. Mas, no mundo que a vida adulta torna-se nossa casa. A energia do Sacro Feminino é muito mais magnética para atrair a magia das boas venturas do que aquilo que nos aflige. Como exemplo, apenas por lembrar, em um sincretismo com as energias de Iemanjá e Oxum, Deusas Ligadas também à Lua, à água, à Lua e a Vênus: tal qual Ísis, a soberana deusa egípcia, em lenda narrada incontáveis vezes, beijou docemente a face de Cleópatra quando ela ainda era um infante.

Além ainda mais, essa energia vem representada (um tanto por Vênus, mas, majoritariamente) pela Lua. Nosso satélite, que está sempre nos olhando e olhamos nós também para ele. E quantos sussurros de sonhos ou planos a lua já não recebeu, não é? Quantas lágrimas já não viu e acalentou? Quanta vida já viu chegar e que já passou? Luna-força que nos alumeia (com o perdão da palavra), salve a força dela! Ave!

A Lua é, para o astral, a maior regente deste ano que se inicia, 2023, e é símbolo do Sagrado feminino em muitas diversas culturas. Representa a Magia, os Sonhos, os Planos – e a possibilidade de alcançar aquilo que é almejado. Em religiões de matriz africana, por serem regentes das águas, ligamos muito sua energia à das Orixás, Deusas-Mães, Iemanjá, a Mãe que representa o largo mar e Oxum a Deusa caprichosa que domina as águas doces. Por isso, para muitos a regência do ano se dá justamente pelas mãos dessas duas Deusas. Para a Alta Magia, por curiosidade, dá-se ligação extremamente forte com Ísis, Inana, Ostara. Que tem os mesmos atributos em prática das poderosas Yabás de matriz africana.

Mas, mais importante que tudo, sendo um ano de potência latente do Sagrado Feminino, é um ano de aproveitarmos o colo materno da vida para nos reconectarmos com nós mesmos e com a vida – que acontece dentro e fora de nós! É hora de olhar os sonhos, torná-los planos com ajuda do Astral e materializar nossos pedidos com fé na Estrela! Sempre.

Falemos um pouco das deusas tratando de começarmos por Iemanjá. A Mãe-Maior, mãe de todas as nossas cabeças. Com a chegada do ano que tem Iemanjá como regente, o povo do mar festeja, o povo encantado e encarnado da Terra acompanha com muita fé. É festa sempre para encantados, encarnados e desencarnados. E deve ser assim, afinal a festa da entrada de ano se faz para a Rainha Iemanjá junto a Mamãe Oxum, que simbolizam o Sagrado Feminino — a alegria da completude.

Essa poderosa energia feminina permeia a Terra, a natureza, a vida. Iemanjá simboliza o arquétipo da mulher plena em sua feminilidade: seios fartos, abundância de leite para alimentar seus 10 filhos Orixás. E aí também está o sagrado: conceber, gerar, alimentar e ainda, orientar pelos caminhos e desvios da vida. Somos todos, seres indissociáveis do universo infinito.

Iemanjá, reina com soberania junto às suas pares e recebe influência dos astros tão forte que seus domínios avançam mar afora em sua brisa que toca os rostos à Beira-Mar. Recebe o longo fio argênteo da Estrela da Manhã, Vênus e da Lua e de suas fases. O Planeta regente das emoções e o Sagrado feminino está repleto de cargas emotivas. Nesse ponto devemos tomar cuidado; talvez a água que existe em nosso corpo queira verter um pouco de si pelos olhos pela energia que nos imbui ser de aflorar nossas emoções.

Dessa forma temos o amor de Iemanjá protegendo seus filhos e filhas, e a todos nós, afinal ela é dona de todos os oris. Mas, de outro lado, ainda falando das nossas ascendências de pele a cultura, temos Oxum, a poderosa e caprichosa Mamãe Oxum! E Oxum, a belíssima (no sentido mais lato e filosófico da palavra) Oxum é Deusa e Orixá do amor, da beleza, da fertilidade, do dinheiro, do ouro e das pedras preciosas. É a Orixá das riquezas espirituais e materiais da vida, da sensibilidade, da sabedoria, do jogo de Búzios e do empoderamento feminino.

Falar da Yabá Oxum, neste momento desafiador em que estamos vivendo, é como sermos presenteados com flores, com lírios amarelos e um dulcíssimo pote de mel, e ter dela a permissão de compartilhar dessa doçura com vocês! Oxum é cultuada como rainha da nação Ijexá. Tem o título de Iyálodê: a grande mãe entre os orixás. Deusa da beleza, Oxum também é a Orixá da fertilidade e da maternidade. É responsável pela proteção dos fetos e das crianças recém-nascidas e, por isso, é muito adorada pelas mulheres que desejam engravidar. Oxum atua também na vida financeira e na prosperidade material, quando a sua energia é evocada para tanto a que se deve sua denominação de “Senhora do Ouro”, que outrora era do cobre, por ser o metal mais valioso da época.

Assim, temos um ano repleto de oportunidades em energia para que possamos nos fazer valer dessa necessária energia-de-mãe, esse regalo cósmico, que pode abrigar a todos nós e nos dar colo para que nós nos preparemos para as escaladas de conquistar nossos sonhos e planos.  Com muita ajuda da nossa PachaMama, nosso Sagrado Feminino, nossa Gaia. A nossa Energia Maior Criadora! Paz no coração, amor nas ações e fé na Estrela! Seguimos em frente ao Novo Ano com esperança de grandes melhoras em nossas vidas.

Foquemos no melhor, sem julgamentos, e, assim, tenho certeza de que Deus, a Deusa, os Deuses, ou Gaia, Olorum, PachaMama, a Magna Ciência, Oxalá ou qualquer energia que quiser evocar, estará em uma melhor forma com você esse ano. Com o país, com o mundo, também. Sei que o homem pode ser o “lobo do próprio homem”, mas não precisa ser. Desde que esteja com o que é bom plantado em nós, todas as formas de usar a religião vão ser benéficas. O Sagrado Feminino faz germinar as boas sementes.

Iemanja 1

Cinco dicas para cuidar de sua espiritualidade em 2023:

  1. Seu espiritual é o que conecta você com A Energia Criadora – e com a parte divina sua que liga você às outras pessoas, por isso é importante cuidar de ter sempre pensamentos positivos e agir com amor.
  2. A gente precisa cuidar do nosso físico-mental-espiritual juntos, podemos fazer isso através de meditações ouvindo frequências de vibração acima de 427hz. É uma forma de limpar e ao mesmo tempo idealizar o que se quer.
  3. Faça as pazes consigo mesmo. Com sua mente, seu corpo, seu espírito. O Sagrado Universal está pronto para acolher a você Não mantenha pensamentos autodepreciativos e tente não manter pensamentos depreciativos sobre os outros, afinal, todos somos seres divinos. E podemos escolher espalhar boas energias.
  4. Um banho de mar, ou, se não estiver perto do mar, de sal grosso, sempre faz bem, descarrega energias negativas e limpa o corpo. Depois, faça um banho de rosas brancas, acenda uma vela e peça a Oxalá, Jesus Cristo, ou aos seus guardiões, por proteção e força.
  5. Para ter dinheiro e amor a mais, deixe sempre um pedacinho de pão dentro do pote de arroz. Uma magia cigana antiga, mas que sempre funciona (nunca falhou em minha casa!). O pão representa a prosperidade, e o arroz as felizes uniões amorosas, é uma combinação simples mas muito poderosa!

Reinaldo Bueno Filho – Escritor. 

Foto de capa: Pinterest/Astro. Foto interna: Pinterest. 

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revista 115

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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