Energias Limpas: Encontro na China anuncia Liderança Global Compartilhada

Encontro ministerial de energias limpas na China termina com anúncio de uma nova era de liderança global compartilhada

A oitava edição do Encontro Ministerial de Energias Limpas (Clean Energy Ministerial – CEM8) terminou nesta quinta-feira em Pequim com o anúncio de uma nova era de “liderança global compartilhada”. O encontro reuniu ministros da energia e representantes de alto nível de 24 países e a Comissão Europeia para analisar os últimos avanços tecnológicos e discutir como avançar na transição para fontes limpas de energia. “O CEM está se tornando uma plataforma de cooperação internacional líder para desenvolvimento e implantação de energias limpas em resposta aos desafios globais”, disse o ministro Wan Gang da China.

O CEM é a única reunião anual de ministros de energia dedicada à energia limpa que tem o apoio de fluxos de trabalho durante todo o ano cobrindo temas que vão do fornecimento de energia, demanda de energia, sistemas de energia até questões transversais. Seus membros atualmente representam aproximadamente 90% dos investimentos globais em energia e 75% das emissões globais de gases de efeito estufa que priorizaram o avanço da energia limpa e participam de forma voluntária para atingir esse objetivo.

No encontro de Pequim, os membros do CEM foram acompanhados por representantes de várias destacadas organizações internacionais na esfera da energia, como a Agência Internacional de Energia (IEA), a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), a Parceria Internacional para a Cooperação para a Eficiência Energética (IPEEC), o Conselho Mundial de Energia, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), Energia Sustentável para Todos (SE4ALL) e mais de 600 representantes do setor privado e da indústria. O encontro de Pequim marcou uma nova fase de atividades para a CEM, caracterizada por liderança global cada vez mais compartilhada em energia limpa .

Ministros e chefes de delegação aproveitaram a oportunidade para anunciar metas mais ambiciosas para o trabalho do CEM na área de veículos elétricos (EV30@30), sistemas urbanos de energia, eficiência de edifícios e flexibilidade avançada de usinas (APPF). Esses tópicos serão o foco de atividades intensivas e direcionadas no próximo ano.

As próximas reuniões do CEM serão organizadas conjuntamente pela Comissão Europeia, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia em 2018 (CEM9) e Canadá em 2019 (CEM10) .
Energia Limpa China

ANOTE AÍ:
Esta matéria nos foi gentilmente cedida por Rita Silva, da AVIV COMUNICAÇÃO www.avivcomunicacao.com.br

Deixe seu comentário

UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

PARCERIAS

CONTATO

logo xapuri

REVISTA

💚 Apoie a Revista Xapuri

Contribua com qualquer valor e ajude a manter vivo o jornalismo socioambiental independente.

A chave Pix será copiada automaticamente.
Depois é só abrir seu banco, escolher Pix com chave (e-mail), colar a chave e digitar o valor escolhido.