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Pirenópolis: Um encanto de cidade

Pirenópolis: Um encanto de cidade

“Casinhas de cores mil, calçadas passeadeiras, o amor está nas janelas das belas namoradeiras”.

Trecho da música Pé-de-Moleque – Côco de Feira

Histórica, colonial, cultura efervescente e impressionantes belezas naturais, uma ótima opção para o turismo nos finais de semana. Assim é Pirenópolis, esse pedaço de paraíso localizado a 127 Km de Goiânia e a 150 km de Brasília. Aqui, de preferência a gente anda a pé, dá bom dia pra quem encontra na rua, e respira o delicioso ar provinciano da vida pacata no interior de Goiás.

Pra quem gosta de um pouco de agito, a charmosa Rua do Rosário (Rua do Lazer), oferece bares e restaurantes com os mais variados cardápios e atrações – desde uma serestaP5 com os melhores boleros até o badalado forró, que serve de ponto de encontro para quem quer conhecer gente nova, enquanto ali bem perto, na Rua do Bonfim, variados e saborosos petiscos podem ser degustados ao som de uma ótima música, que vai desde o samba até o bom e velho rock’n roll.P3

Saindo um pouco da área urbana, mais de 80 cachoeiras, a maioria de fácil acesso, oferecem a oportunidade de banhos que revigoram qualquer corpo e mente. No portal da cidade encontram-se roteiros e guias turísticos para cada de tipo de grupo ou família.

Pra descansar depois de tanto passeio, nada como pegar uma tuc-tuc (transporte para até 3 pessoas) rumo às muitas opções para um pouso aconchegante e acolhedor. Destaque para as pousadas de médio porte que oferecem preços acessíveis e se encontram afastadas do badalado centro histórico, ideais para quem está acompanhado da família.

Para as pessoas mais jovens que querem conhecer novas pessoas e culturas, a melhor opção são os hostels, que se caracterizam pelo uso compartilhado dos ambientes (quartos, cozinha, banheiro), além de terem preço acessível.

Há ainda opções de hospedagem mais glamorosas e sofisticadas, a exemplo dos resorts. Nesses, em sua maioria a poucos quP4ilômetros da cidade, se descobre que o conforto, o requinte e a tranquilidade podem ser desfrutados longe das grandes cidades. Muitos contam com transporte próprio para hóspedes, restaurante e opções de relaxamento que dão a impressão de se estar num spa.

Pirenópolis também é rota de eventos que trazem para a cidade turistas de perfis diferenciados. Festivais literários, gastronômicos, musicais, de cinema e teatrais fazem de Piri um ponto de efervescência cultural.

A cidade acabou atraindo muitos artistas de diversas regiões do Brasil, que pra cá vieram em busca de espaço para sua arte. Na tradicional feira de artesanato do Coreto, é comum encontrar, somado à tradicional arte em prata característica da cidade, grupos de cultura popular e artistas dos mais variados saberes e fazeres compartilhando experiências.  E quem estica a estada pode ouvir, na Rua do Rosário, às segundas-feiras, boa parte dos músicos da cidade em noite descontraída de música autoral. Um programa imperdível!

Além disso, existe o calendário de eventos culturais e religiosos de Pirenópolis. As Cavalhadas e a Festa do Divino Espírito Santo são as principais e se caracterizam como o momento do povo pirenopolino. E quem chega de fora respeita e se sensibiliza com a paixão que os nativos têm por essas comemorações. É uma cidade apaixonante…

VEM AÍ… CADERNO PIRI

A partir do mês de julho de 2016, a revista Xapuri circulará com o Caderno Piri, seu guia informativo sobre a cidade mais charmosa das regiões do Distrito Federal e de Goiás. Reserve já o seu espaço para mostrar seu comércio, seu trabalho, sua arte! Fale com a gente: contato@xapuri.info.

[authorbox authorid=”” title=”Sobre a Autora”]

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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