Erika Kokay: bancária, sindicalista e deputada Federal

Erika Kokay: bancária, sindicalista e deputada Federal

Erika Kokay: bancária, sindicalista e deputada Federal

Nessas eleições de 2 de outubro, nossa companheira Erika Kokay, do Partido dos Trabalhadores (PT),  foi reeleita Deputada Federal por Brasília, com 146.092 votos…

Por Kleytton Morais

Bancária, sindicalista (e também psicóloga), Erika Jucá Kokay foi presidenta do Sindicato dos Bancários de Brasília (1992–1998) e da Central Única dos Trabalhadores – CUT-DF (2000-2002). 

Filiada ao PT desde 1989, Erika foi eleita Deputada Distrital em 2002 e 2006. Como parlamentar da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Erika presidiu as Comissões de Direitos Humanos e da Defesa dos Direitos do Consumidor, e foi líder da bancada do PT por duas vezes, em 2005 e 2009. 

Em 2010, foi, pela primeira vez, eleita Deputada Federal, com 72.651 votos. Releita em 2014, 2018 e 2022, Erika vai agora para o seu quarto mandato, em defesa dos Direitos Humanos, da Cultura,  do Meio Ambiente, das lutas sindicais e da qualidade de vida para as gerações presentes e futuras.  

Feliz Mandato, Deputada Erika Kokay! 

 

Kleytton Morais – Presidente do Sindicato dos Bancários. Membro do Conselho Editorial da Revista Xapuri.

https://xapuri.info/elizabeth-teixeira-resistente-da-luta-camponesa/

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana do mês. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN Linda Serra dos Topázios, do Jaime Sautchuk, em Cristalina, Goiás. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo de informação independente e democrático, mas com lado. Ali mesmo, naquela hora, resolvemos criar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Um trabalho de militância, tipo voluntário, mas de qualidade, profissional.
Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome, Xapuri, eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também. Correr atrás de grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, ele escolheu (eu queria verde-floresta).
Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, praticamente em uma noite. Já voltei pra Brasília com uma revista montada e com a missão de dar um jeito de diagramar e imprimir.
Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, no modo grátis. Daqui, rumamos pra Goiânia, pra convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa para o Conselho Editorial. Altair foi o nosso primeiro conselheiro. Até a doença se agravar, Jaime fez questão de explicar o projeto e convidar, ele mesmo, cada pessoa para o Conselho.
O resto é história. Jaime e eu trilhamos juntos uma linda jornada. Depois da Revista Xapuri veio o site, vieram os e-books, a lojinha virtual (pra ajudar a pagar a conta), os podcasts e as lives, que ele amava. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo a matéria.
Na tarde do dia 14 de julho de 2021, aos 67 anos, depois de longa enfermidade, Jaime partiu para o mundo dos encantados. No dia 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com o agravamento da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.
É isso. Agora aqui estou eu, com uma turma fantástica, tocando nosso projeto, na fé, mas às vezes falta grana. Você pode me ajudar a manter o projeto assinando nossa revista, que está cada dia mió, como diria o Jaime. Você também pode contribuir conosco comprando um produto em nossa lojinha solidária (lojaxapuri.info) ou fazendo uma doação via pix: contato@xapuri.info. Gratidão!
Zezé Weiss
Editora

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