Lula: o país não é meu. Eu é que sou do país
Saltou aos olhos de quem o questionou ou assistiu, a leveza de sua expressão, seu gestual e as falas amenas com relação até mesmo a quem o vem criticando e espicaçando há algum tempo. “É do jogo político”, reagiu. E ele sabe bem disto. “Só não é vaiado quem não sobe em palanque. Eu já fui muito vaiado”, disse, sem demonstrar nenhum ressentimento com as pedradas já disparadas em sua direção. A quem o abordou diretamente sobre as vaias e ataques sofridos por Ciro Gomes, no último ato no dia 2 de outubro na Avenida Paulista, devolveu, emendando com uma pergunta: “Você já me ouviu falar mal do Ciro Gomes? Não falo”. Mas não sem ter o cuidado de comentar que quem quer ser candidato a presidente tem mesmo que criticar os adversários.
E, por fim, sem refutar nenhuma das perguntas a ele dirigida, deixou claro que se faltou aos atos de “Fora Bolsonaro”, coisa que lhe cobraram em uma das perguntas, foi porque tem consciência de que um candidato que tem mais de 40% das intenções de voto, ao subir num palanque, o faz como um líder político e dele não pode mais descer. Além das razões sanitárias (tem consciência de que aos 75 anos isto é um risco), disse que ainda não é candidato e esta definição só fará em janeiro. Mas alertou que no dia em que subir num caminhão de som e discursar, será deixou subentendido, na condição de candidato. Até lá, vai continuar sua costura política e, em breve, estará em várias capitais do exterior, em encontros com lideranças sindicais e de governo. Quer recuperar a imagem do país lá fora. Depois de tantos vexames, é tudo que o Brasil espera.











