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FOCO CIA DE DANÇA ESTREIA “TR3S” EM BRASÍLIA

Foco Cia de Dança estreia “TR3S” em Brasília

TR3S é um projeto de dança contemporânea que reúne, em uma única noite,  os trabalhos de três coreógrafos. Sob a direção de Renato Fernandes e coordenação de Naedly Franco, o espetáculo é uma celebração dos três anos de existência da Foco Cia de Dança.

Além de comemorar a trajetória do grupo, o objetivo é difundir a dança contemporânea em suas diversas formas na capital. O espetáculo nasceu do projeto “Foco Convida 2017”, o qual consistiu em parcerias realizadas após convites à coreógrafos de outros estados para a realização de workshops, pesquisas corporais e criação coreográfica com os integrantes do grupo. Dessa forma, pavimentando forças com artistas do Rio de Janeiro para compor o espetáculo.

Em TR3S, o desafio dos 26 bailarinos constitui em dançar três atos, cada um com uma linha de pesquisa completamente diferente. “Um indivíduo qualquer” de Rafael Gomes retrata as tensões e agressões que vivemos no mundo hoje. “Lá” de Mickael Veloso, discorre sobre um lugar que não conhecemos porém desejamos como se soubessemos. “Visceral” de Renato Fernandes (DF) explora os impulsos que despertam a raíz do movimento.

Ainda na noite de estréia, acontecerá uma exposição fotográfica dos processos coreográficos e trajetória do grupo com o fotógrafo Henri dos Anjos, que vem registrando oficialmente os últimos trabalhos da companhia.

Cada ato tem duração de 20 minutos. A abertura do evento conta com a participação do grupo jovem da companhia, Foco Base, com direção e coreografia de Naedly Franco. Um projeto de extensão que viabiliza o estudo e aprimoramento técnico, além de proporcionar vivências em dança contemporânea.

À frente do trabalho há três anos, Renato Fernandes, professor e coreógrafo, é formado em Dança com especialização em Dança Contemporânea pelo Europa Ballet Conservatório na cidade de St Polten, e o Conselho de Dança de Viena – Áustria.

Renato dançou por diversos países em sua carreira como bailarino e, de volta ao Brasil em 2014, decidiu abrir a companhia a partir de uma brincadeira entre amigos num grupo de WhatsApp. Suas aulas podem ser agendadas no Instituto de Dança Juliana Castro, na 508 sul. Premiados em diversos festivais em Brasília, São Paulo e Argentina, a Foco Cia de Dança entrega no próximo dia 15 de novembro sua pesquisa e identidade ainda em construção.

Serviço: 

Foco Cia de Dança apresenta: TR3S

Direção: Renato Fernandes

Coordenação: Naedly Franco

Realização: Foco Cia de Dança

Apoio: FUNARTE e o Instituto de Dança Juliana Castro

Outros Patrocinadores: Rabisco Tattoo Lounge e Instituto de Beleza Hérica Fernandes

15 de novembro – 20:00 –  Complexo Cultural Funarte Brasília, Teatro Plínio Marcos

Meia entrada 15R$ – Estudantes, professores, maiores de 65 anos e doadores de 1kg de alimento.

Ingressos antecipados poderão ser comprados pelo Whatsapp (61) 982243932 e na bilheteria do Teatro uma hora antes do espetáculo.

Classificação: 16 anos

Fotos: Henri dos Anjos

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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